Viver com alguém de gostos diferentes, herdar móveis com estilos distintos ou simplesmente ter um gosto eclético cria frequentemente o desafio de criar coerência numa sala com elementos heterogéneos. A boa notícia: a mistura bem executada cria os interiores mais interessantes.
O princípio do elemento unificador
Para que estilos diferentes coexistam harmoniosamente, é necessário pelo menos um elemento de coesão: uma cor que se repete, um material dominante, uma altura consistente dos móveis principais. Sem este fio condutor, a mistura parece caótica.
A regra 70-20-10
70% de um estilo dominante, 20% de um segundo estilo que complementa, 10% de apontamentos contrastantes. Esta proporção cria interesse visual sem criar confusão. O sofá, pela sua dimensão, deve pertencer tipicamente ao estilo dominante.
O sofá como âncora
Num espaço eclético, um sofá de design limpo e neutro funciona como âncora visual que estabiliza a composição. Um sofá de design muito marcado compete com os outros elementos; um sofá neutro convive com tudo.
Criar diálogo entre peças
Peças de estilos diferentes criam harmonia quando há um diálogo entre elas: a mesma temperatura de cor, o mesmo nível de contraste, materiais com características comuns. Não é preciso que sejam iguais, é preciso que se entendam.
Edição como ferramenta de design
Num espaço eclético, a edição rigorosa é essencial. Cada peça deve justificar a sua presença. A diferença entre um interior eclético elegante e um interior desorganizado é frequentemente a qualidade da edição, o que se retira é tão importante como o que se coloca.
A mistura de estilos, quando feita com intenção, cria os espaços mais autênticos e com mais personalidade. O sofá certo, limpo, neutro e de qualidade, é o melhor ponto de partida.